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Manfred Forker (1940-2018): conhecimento, rigor, atenciosidade

  • Publicado: Quinta, 13 de Setembro de 2018, 16h03
  • Última atualização em Quinta, 13 de Setembro de 2018, 16h03
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A convite do Núcleo de Comunicação Social, Henrique Saitovitch, pesquisador titular (aposentado) do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), preparou um memorial para o físico alemão Manfred Forker, colaborador de longa data do CBPF e de outras instituições de pesquisa no Brasil.

 

É com profundo pesar que o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro (RJ), comunica o falecimento em 30 de agosto deste ano de Manfred Forker, colaborador desta instituição desde o início da década 1970. O presente ‘Memorial’ procura apresentar a continuidade da presença e colaboração de Forker no CBPF.

Manfred Forker nasceu em fevereiro de 1940 em Grünberg (Alemanha). Em 1965, diplomou-se em física pela Universidade de Bonn, onde, em 1976, chegou à posição de professor dessa disciplina. Ao longo de sua carreira, publicou em torno de uma centena de artigos científicos nas áreas de física nuclear e física da matéria condensada. Sempre esteve ligado ao Instituto Helmholtz para a Radiação e a Física Nuclear, na mesma universidade, por onde se aposentou como professor em 2005.

 

Forker, em outubro de 1985, no CBPF

(Crédito: Arquivo pessoal)

 

Colaborações com o Brasil

A colaboração de Forker com instituições brasileiras iniciou-se no período de 1969 a 1971, quando foi professor visitante no Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Posteriormente, essa lista incluiria o CBPF e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), em São Paulo (SP), ligado à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

Quanto ao CBPF, Forker foi pesquisador visitante nos seguintes períodos: de 1979 a 1981; 1993 a 1994; 1998 a 1999; em 2007; e de 2009 a 2014, no âmbito de programas da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Serviço Alemão de Colaboração Acadêmica (Daad).

Nessas colaborações, participou de simpósios e apresentou palestras ‒ esta últimas relacionadas principalmente à área de interações hiperfinas, a partir dos enfoques das espectroscopias nucleares de correlação angular e Mössbauer. Também publicou trabalhos científicos em colaborações com pesquisadores tanto do CBPF quanto do Ipen, bem como da Universidade Nacional de La Plata (Argentina) ‒ incluindo aí colaborações interinstitucionais.

 

Reservado, solícito

De perfil discreto e reservado, era sempre solícito e atencioso nas discussões dos assuntos de pesquisa e ensino com colegas e estudantes. E, vale ressaltar, essas conversas se davam em português, com fluência que foi se acentuando ao longo de suas visitas.

A ligação de Forker com as várias instituições brasileiras pode ser estendida ao próprio país, a partir de seu casamento, ainda na década 1970, com a maranhense Maria do Rosário Forker.

Em suas várias visitas ao CBPF, Forker, mesmo colaborando com vários de seus setores, sempre esteve ligado aos trabalhos de pesquisa ‒ no caso, medidas de interações hiperfinas ‒ no Laboratório de Correlação Angular (LCA), para cuja implantação e desenvolvimento, inclusive, muito se empenhou.

Finalmente, ao lado de todas suas múltiplas referências acadêmicas, Manfred Forker era uma excelente pessoa. A triste notícia de seu falecimento nos causou a todos aqui no CBPF profundo pesar e tristeza.

 

Henrique Saitovitch

Pesquisador (aposentado)

CBPF

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