Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página
Últimas notícias

Casal de cientistas lança podcast divertido sobre ‘acidentes’ na pesquisa

  • Publicado: Segunda, 11 de Fevereiro de 2019, 12h51
  • Última atualização em Segunda, 11 de Fevereiro de 2019, 12h57
  • Acessos: 4619

O casal de cientistas Leandro e Muriel Lobo acaba de criar o ‘Serendip ‒ Cientistas (in)falíveis’, podcast sobre ciência que conta, em linguagem informal, descomplicada e divertida, a ciência por trás da serendipidade, ou seja, as descobertas (no caso, científicas) feitas por acaso ou acidente.

Leandro é professor do Departamento de Microbiologia Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Muriel faz pesquisa em física na Diretoria de Metrologia Científica do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), também no Rio de Janeiro.

Ambos têm experiência na área de divulgação científica. Por exemplo, ele é coordenador do Rio de Janeiro do encontro Pint of Science, evento mundial de divulgação científica que também ocorre em cidades brasileiras; ela organiza sessões nesses encontros.  

A convite do Núcleo de Comunicação Social do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro (RJ), Leandro e Muriel escrevem, entre outros tópicos, sobre como surgiu a ideia de criar o Serendip, qual o objetivo da iniciativa, como é fazer esse e outros podcasts e a importância dessa nova forma de divulgar ciência.

 

Serendip ‒ Cientistas (in)falíveis

O Serendip ‒ Cientistas (in)falíveis (ou apenas Serendip) é um podcast sobre ciência. Só que diferente. Nele, o lado B da ciência, os bastidores que você não vê nos artigos científicos, as coincidências, os erros e acidentes são contados de maneira leve e divertida.

O Serendip apresenta histórias de serendipidade na ciência, isto é, como grandes descobertas foram feitas por acaso. No podcast, o ouvinte vai descobrir que cientistas famosos também cometem erros. O objetivo é desmistificar essa profissão e, ao mesmo tempo, transmitir conhecimento ‒ o podcast também se preocupa em revelar a ciência por trás desses ‘acidentes’.

A ideia do Serendip surgiu de um bate-papo entre amigos divulgadores de ciência. O grupo começou a se questionar sobre por que não se discutir mais sobre os erros que os cientistas cometem ‒ afinal, todos nós erramos, não? Em ciência (e na vida), o importante é estar atento aos erros e saber fazer bom proveito deles. Por isso, um dos lemas do podcast é uma frase do químico e microbiologista francês Louis Pasteur (1822-1895): “O acaso só favorece uma mente preparada”.

O nome Serendip vem de Os três príncipes de Serendip, antiga fábula persa publicada, no Ocidente, em 1557, pelo editor e impressor Italiano Michelle Tramezzino (1526-1571). Serendip era o nome antigo da ilha que conhecemos atualmente como Sri Lanka, e os três príncipes herdeiros eram pessoas muito astutas. Foi a partir dessa fábula que o termo serendipidade foi criado, no século 18, pelo escritor inglês Horace Walpole (1717-1797), para descrever descobertas feitas por acidente ou acaso.

 

Logomarca do podcast Serendip – Cientistas (in)falíveis

(Crédito: Thais Barbosa)

 

Rádio do novo milênio

Nos últimos anos, podcasts têm surgido como ferramentas importantes para divulgação científica. Eles são arquivos de áudio que podem ser baixados para serem ouvidos a qualquer momento, seja no computador ou táblete, seja no smartphone. São os programas de rádio do novo milênio.

Adoramos, por exemplo, ouvir podcasts no carro ou nos ônibus, na ida e vinda do trabalho, ou fazendo tarefas domésticas, como lavar louça. Podcasts também são companhias perfeitas para sessões de exercício físico ou durante experimentos em laboratório.

Apesar de não serem exatamente uma novidade, os podcasts de ciência têm ganhado fama nos últimos anos. Trabalho publicado ano passado apontou que há quase mil podcasts de ciência ativos nos EUA. No Brasil, levantamento informal feito por Gabriela Sobral, produtora do podcast de ciência ‘Dragões da garagem’ ‒ um dos mais populares do país ‒, encontrou 82 deles dedicados à divulgação científica, nas mais diversas áreas do conhecimento.

Ainda há muito espaço para novos podcasts de ciência no Brasil. É um tipo de mídia que está em expansão e tem conquistado cada vez mais ouvintes em nosso país. Por exemplo, há nove meses, um de nós (LL) iniciou o ‘Microbiando’, podcast sobre microbiologia e imunologia que já tem 20 episódios e mais de 12 mil downloads.

O Microbiando é um podcast de nicho, ou seja, atinge um público com interesse na área de biociências; o Serendip tem linguagem mais acessível e conta histórias de todos os ramos da ciência.

 

Micro-ondas e fusão

O primeiro episódio do Serendip trata de como o forno micro-ondas foi inventado. É uma história insólita sobre como um engenheiro ‒ trabalhando em uma empresa militar para desenvolver formas de detectar aviões inimigos ‒ descobriu um modo eficiente para preparar comida e esquentar nosso jantar. No segundo episódio, o papo é sobre fusão nuclear a frio, ideia que faz muitos cientistas sonharem, mas que causou uma mancada científica histórica!

 

 

Artes dos dois primeiros episódios: fusão a frio e invenção do micro-ondas

(Crédito: Thais Barbosa)

 

A produção do Serendip conta também com a participação de Sidcley Lyra, e a arte é de Thais Barbosa.

Tanto o podcast Serendip ‒ Cientistas (in)falíveis quanto o Microbiando estão disponíveis nos aplicativos mais populares que agregam podcasts, como o Apple podcasts, Castbox, Stitcher, Podcast Addict, Spotify, Google Podcast e TuneIn. Mas você também pode ouvir na página do portal de divulgação científica, A ciência explica.

 

Leandro Lobo

Departamento de Microbiologia Médica,

Universidade Federal do Rio de Janeiro

 

Muriel Lobo

Diretoria de Metrologia Científica,

Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (RJ)

 

Mais informações:

A ciência explica: http://www.cienciaexplica.com.br/category/podcast/

Twitter: @CienciaExplica

Contatos: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

 

 

registrado em:
Fim do conteúdo da página