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CBPF participa de esforços contra pandemia

Publicado: Sábado, 04 de Abril de 2020, 17h30 | Última atualização em Terça, 07 de Abril de 2020, 10h42 | Acessos: 162

Os esforços do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro (RJ), para o enfrentamento da pandemia podem ser divididos em duas categorias: visíveis e invisíveis.

O Laboratório Multiusuário de Instrumentação e Tecnologia Mecânica (LITMec), do CBPF, participa do projeto ‘SOS 3D Covid-19’, juntamente com a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Essa frente multidisciplinar reúne pesquisadores, professores, empreendedores, gestores, médicos, advogados, além de cidadãos e cidadãs interessados em ajudar.

“A ideia do projeto é desenvolver, adaptar, construir e distribuir, em um momento de escassez, de forma gratuita, equipamentos médicos, a profissionais de saúde que enfrentam a pandemia”, disse o coordenador dessas atividades no CBPF, o engenheiro e tecnologista pleno Rodrigo Felix Cardoso, do LITMec.

Para isso, o LITMec tem empregado sua impressora 3D para a chamada manufatura aditiva (impressão tridimensional). Essa técnica está possibilitando a produção de suportes para máscaras de proteção facial (face shield) de uso na área de saúde.

Outras instituições fazem, por exemplo, o corte do visor da máscara a partir de chapas de acetato. Quando as máscaras estão prontas, são enviadas para uma empresa que as esteriliza.

 

Suportes para máscara facial feitos em impressora 3D do LITMec, do CBPF

(Crédito: LITMec/CBPF)

 

 

O LITMec também está buscando outras formas de fabricação das máscaras, para aumentar o volume de produção desse equipamento. Uma delas seria o processo de injeção plástica, para o qual será preciso desenvolver um molde que, posteriormente, seria repassado para a indústria. “Com isso, a produção aumentaria umas 40 vezes”, disse Cardoso.

 

Invisível , mas essencial

O CBPF é o ‘centro nevrálgico’ (backbone) da Rede Rio, a infraestrutura de internet no estado fluminense que conecta órgãos públicos e privados, de universidades e institutos de pesquisa a empresas, prefeituras e forças armadas.

“Neste momento de crise, estamos reforçando nosso apoio aos canais de comunicação de dados, com plantão presencial e remoto, dando prioridade a instituições ligadas à área de saúde, como centros de pesquisa e hospitais”, disse o tecnologista sênior Márcio Portes de Albuquerque, vice-diretor do CBPF.

“Estamos fazendo o que sempre fizemos com excelência. Mas, agora, com empenho redobrado. Manter as comunicações funcionando é uma de nossas prioridades neste momento. É um trabalho invisível, mas crucial”, disse o físico experimental Ronald Shellard, diretor do CBPF.

 

 

Bolsista Bruno Rangel com máscara completa

(Crédito: LITMec/CBPF)

 

IA? Presente!

O Grupo de Inteligência Artificial do CBPF está atuando em dois desafios internacionais. O primeiro ajuda a responder perguntas lançadas pela Organização Mundial da Saúde e Academia de Ciências, Engenharia e Medicina dos EUA. O objetivo do esforço é identificar – ao longo deste abril, com o uso de programas de inteligência artificial (IA) que o CBPF desenvolveu para a área de astrofísica e petrofísica – fatores que parecem impactar na disseminação e letalidade da doença.

O segundo tenta responder a perguntas específicas sobre a evolução do vírus no Brasil, no contexto de um sistema de saúde sobrecarregado e com limitação para a realização de testes de detecção do vírus.

Os dados obtidos pelo grupo serão enviados para organismos internacionais e estarão disponíveis na plataforma Kaggle, empresa do grupo Google que disponibiliza ferramentas online para cientistas e profissionais que trabalham com IA.

Além de Albuquerque, a equipe de IA envolvida nesse esforço é composta por Clécio De Bom, do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca e pesquisador colaborador do CBPF, e Marcelo Albuquerque, tecnologista sênior do CBPF. Participam também Elisângela Lopes, Patrick Schubert e Manuel Valentin, pesquisadores vinculados ao CBPF que atuam nos projetos de pesquisa e desenvolvimento com a Petrobrás.

 

Hack@CBPF

Pesquisadores, servidores e funcionários do CBPF começaram a discutir a possibilidade de realizar uma Hackathon voltada para o desenvolvimento de aplicativos, equipamentos e serviços que possam ajudar a combater a pandemia.

 

Mais informações:

CBPF: www.cbpf.br

LITMec: http://mesonpi.cat.cbpf.br/litmecmult

Kaggle: www.kaggle.com

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