Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página

Missão

A missão do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas é:

"Realizar pesquisa básica em Física e desenvolver suas aplicações, atuando como instituto nacional de Física do MCTIC e polo de investigação científica e formação, treinamento e aperfeiçoamento de pessoal científico”.

 

Visão de Futuro

 

A atividade científica no País teve um notável desenvolvimento nas últimas cinco décadas, com um crescimento mais acentuado nos últimos vinte anos. Com relação à capacitação de recursos humanos, evoluímos da formação de algumas centenas de doutores por ano, na década de setenta, para cerca de quinze mil por ano, atualmente. O crescimento na pesquisa em Física tem sido expressivo, tanto em número como em qualidade. Os trabalhos gerados em instituições brasileiras estão entre os mais citados de toda América Latina e a relevância dos resultados obtidos tem aumentado no cenário científico internacional.

O desenvolvimento da Ciência no Brasil foi acompanhado por um correspondente aumento de seu impacto com relação à inserção no cenário internacional. A produção científica brasileira cresceu ao longo dos anos, alcançando 2% da produção mundial em 2014. O Brasil ocupa o 13º lugar no número de artigos publicados e a 18 a posição em relação ao número de citações científicas de acordo com o levantamento Scimago1 de 2014. Neste cenário, a área de Física ocupa, segundo dados de 2014, a 15a posição em produção científica e o 21º lugar em número de citações.

No entanto, nosso sistema nacional de ciência e tecnologia tem tido um desempenho frustrante no que concerne ao desenvolvimento tecnológico e à inovação. Em contraste com a produção científica, o crescimento da capacidade de inovação do país tem sido bastante lento, e há um hiato entre a geração de conhecimento e a inovação tecnológica. No relatório de 2015, o levantamento da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (WIPO), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), coloca o Brasil na 70a posição no índice de inovação global (GII - Global Innovation Index). Em 2011, o país ocupava a 47a posição no mesmo relatório.

Essa limitação está relacionada, por um lado, aos baixos investimentos em P&D aliados a uma ainda incipiente capacitação científica e tecnológica da indústria nacional e, por outro, à baixa inserção da pesquisa acadêmica em projetos de desenvolvimento tecnológico com o setor produtivo. Este cenário indica claramente a necessidade de estabelecer ações para que a inovação possa efetivamente ser integrada ao processo produtivo. Instituições como o CBPF podem ter um papel importante neste contexto, pois o processo de inovação geralmente tem início em ambientes colaborativos com muitos participantes. Entre as ações possíveis, visando aumentar a interação com o setor produtivo e promover sua melhor capacitação em temas de fronteira, estão a coordenação e a participação em redes com foco na inovação, que possam resultar em processos de transferência de tecnologia.

Uma das condições para superar essas limitações passa pelo estabelecimento de um novo desenho das unidades de pesquisa do MCTIC que reflita as políticas para ciência, tecnologia e inovação a serem implantadas e forneça os instrumentos adequados para alcançar os resultados desejados. Este novo desenho institucional deve estar baseado em um expressivo fortalecimento das unidades de pesquisa do MCTIC, que as qualifique como instituições criadoras de conhecimento científico e tecnológico, articuladoras e executoras de ações prioritárias para o Estado brasileiro com representatividade e disponibilidade para nuclear cooperações entre diferentes grupos e instituições de pesquisa científica e o setor produtivo.

O CBPF é uma instituição singularmente qualificada para desempenhar esse papel, tendo em vista sua excelência científica, tecnológica, além da capacitação técnica e experiência advinda da participação em grandes projetos nacionais e internacionais. Sua posição como instituto do MCTIC garante a infraestrutura, a disponibilidade e a capacidade gerencial para articular a cooperação entre diferentes grupos nacionais e administrar grandes colaborações internacionais.

O aumento do número de laboratórios abertos à comunidade científica nacional e latino-americana e ações destacadas visando aperfeiçoar a capacitação de pessoal científico no país, em especial em centros emergentes, são essenciais para expandir a atuação nacional do CBPF. Além disto, deve-se ampliar a participação da instituição em projetos e redes de pesquisa nacionais e em cooperações científicas internacionais. Para tal, este Plano diretor propõe como projetos estruturantes a criação de três centros: Centro de Estudos Avançados; Centro de Inovação para a Ciência; e Centro da Matéria e Nanotecnologia.

Outros dois elementos são essenciais para o sucesso dessa missão. O primeiro deles é a preparação das próximas gerações de cientistas, através de programas formais de pós-graduação, nos quais os jovens cientistas são parte integrante e responsável dos programas de pesquisa da instituição. A ação de preparação das próximas gerações estende-se também aos programas de iniciação científica. Os programas formais de pós-graduação são obviamente pautados por critérios de excelência e tem como foco a preparação dos jovens para atuação em um ambiente internacional, característicos da pesquisa em Física. O segundo elemento é a responsabilidade da ação do CBPF com a sociedade, entendida em toda sua extensão, envolvendo por um lado a satisfação sobre o resultado do uso dos recursos públicos e, por outro, a conversão do conhecimento gerado pela instituição no que pode se chamar de cultura científica do país.

Dado o cenário exposto, o Plano Diretor para o período 2017-2021 prioriza ações que: i) ampliem a atuação do CBPF junto à comunidade científica nacional e internacional; ii) fortaleçam as atividades do CBPF em áreas da pesquisa em física alinhadas com a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) do MCTIC; e iii) assegurem o crescimento das áreas de excelência científica e tecnológica e daquelas em fase de consolidação.

As ações que se destinam a alinhar o CBPF com a ENCTI 2016 – 2022 terão como foco a expansão da pesquisa em Nanociência, Nanotecnologia, Materiais, Instrumentação e Computação. As atividades nessas áreas deverão produzir conhecimento científico fundamental e contribuir para o desenvolvimento de tecnologia e inovação. Para isto, é necessário aumentar a relação entre a pesquisa em física teórica e experimental, estabelecendo prioridades para futuras contratações a fim de que o CBPF caminhe nessa direção.

A excelência na produção científica é um pré-requisito para a existência de um Instituto Nacional. Neste sentido, este plano diretor propõe ações para a manutenção e ampliação do padrão de qualidade dos grupos de excelência já constituídos e em fase de consolidação que atuam em áreas da Física tais como Altas Energias, Sistemas Complexos, Informação Quântica, Matéria Condensada e Multidisciplinar.

O novo desenho institucional proposto neste Plano Diretor, especialmente com os Projetos Estruturantes, contribuirá para tornar o CBPF um órgão proativo na promoção de novas ideias para a atividade científica no país, atuando em consonância com as ações prioritárias do MCTIC. Para alcançar o patamar desejado, mudanças no marco jurídico que governam o CBPF são necessárias, em particular, no que diz respeito aos procedimentos de contratação de pessoal, atualmente estreitamente vinculados ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).

Dentro de uma perspectiva de desenvolvimento integrado da Física no Brasil, a visão de futuro que este Plano Diretor deve materializar pode ser assim resumida: 

O futuro do CBPF tem como foco a expansão dos temas de fronteira da pesquisa em Física, acentuando seu protagonismo e buscando maior visibilidade no cenário nacional e internacional como instituição de excelência em Física, áreas Multidisciplinares e indutora de inovação. Sua atuação está também vinculada à preparação de novas gerações de cientistas e à contribuição para a sociedade brasileira, em sintonia com a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação do MCTIC.

 

 

Valores e Princípios

 

Ao longo de seus sessenta e oito anos de existência, o CBPF tem se pautado em valores éticos que constituem os pilares da atividade científica, tornando-a um dos mais importantes instrumentos para o desenvolvimento da Humanidade, e também naqueles que formam a estrutura da sociedade brasileira:

  • CT&I para o Desenvolvimento Nacional
  • Rigor Científico
  • Incentivo e Respeito à Pluralidade Intelectual
  • Valorização da Competência
  • Responsabilidade Social
  • Transparência na gestão
  • Ética na Ciência 

 

CT&I para o Desenvolvimento Nacional – Promover o conhecimento científico e tecnológico para a inclusão social e produtiva no País, reconhecendo e controlando os impactos das atividades do CBPF no meio socioambiental.

Rigor Científico – Pautar todas as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação do CBPF em critérios de excelência, através da rígida observância dos preceitos do método científico, ou seja, rigor metodológico, qualidade, imparcialidade e precisão na realização e análise de experimentos e na formulação de modelos teóricos.

Incentivo e Respeito à Pluralidade Intelectual – Incentivar e valorizar a formulação de novas ideias e conceitos, através do constante estímulo à ousadia e à inovação na busca de desafios científicos, com espírito crítico e respeito à diversidade de opiniões.

Valorização da Competência – Incentivar e valorizar a competência científica, técnica, e de gestão como fator fundamental para escolha de lideranças e progressão funcional no CBPF, fomentando, apoiando e respeitando o surgimento de novas lideranças.

Transparência na gestão – Propiciar o fácil acesso às informações utilizadas para orientar as decisões de gestão do Instituto, bem como dar ampla divulgação a essas decisões. Aplicar os recursos orçamentários e financeiros com rigor, eficiência e transparência.

Responsabilidade Social – Buscar a associação de atividades científicas e tecnológicas desenvolvidas no CBPF a anseios e necessidades da sociedade brasileira, antecipando demandas e respondendo a desafios por ela apresentados.

Ética na Ciência – Reconhecer os preceitos éticos geradores de uma sociedade viável e justa, apoiando a construção responsável de uma ciência sólida e buscando promover os mais altos padrões de integridade científica em toda e qualquer atividade institucional.

 _______________________________________________________
¹Scimago – base de dados que avalia a produção científica de instituições e universidades voltadas à pesquisa de todo o mundo.

Fim do conteúdo da página